16 Gestão de Competências

Competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes – CHA, dos funcionários de uma organização, que quando integrados e utilizados estrategicamente, facilitam e impulsionam o atingimento dos resultados estratégicos definidos. É, portanto, um forte mecanismo de auxílio à melhoria contínua dos processos.

Gestão de Competências é o processo de determinar o que é necessário para cumprir os objetivos da organização e desenvolver estratégias para o recrutamento ou desenvolvimento interno dos níveis de competência das pessoas para isso. No contexto da moderna organização, o conhecimento do conjunto atual de competências e os processos ideais para o seu desenvolvimento são vitais para a sua sobrevivência, evolução e inovação, motivo pelo qual o tema tem ganhado cada vez mais espaço no ambiente corporativo.

A gestão de competências permite o contínuo aperfeiçoamento dos Conhecimentos, Habilidades e Atitudes de cada colaborador, alinhando esses elementos aos requisitos de suas funções.

Quando uma organização consegue entender quais elementos da tríade CHA necessita para atingir suas metas, ela tem em mãos um poderoso ferramental para promover a melhoria de seus colaboradores, em função destas competências.

O sucesso na implementação deste tipo de gestão depende de uma metodologia de estudo de processos, aliada a um mapeamento das competências que estes exigem. Só assim é possível definir a tríade CHA que cada funcionário (ou grupo destes) necessita, estabelecendo critérios claros para avaliação, promoções e bonificações, além de treinamentos específicos, que visam melhorar a performance individual.

O modelo mais usual de gestão por competência é o que consiste em estabelecer, a partir da estratégia corporativa, os objetivos e metas a serem alcançados e, em seguida identificar as lacunas entre as competências disponíveis na organização e as necessárias para que estes objetivos sejam atingidos. As ações seguintes devem envolver a seleção, a avaliação e o desenvolvimento das competências, com o intuito de minimizar essas lacunas, ou GAP. Os trabalhos de eliminação desse GAP de competência são normalmente caracterizados por eventos ou iniciativas estruturadas de capacitação.

Há basicamente dois tipos de competências organizacionais: as básicas, que garantem a sobrevivência de uma organização, pois se não possuir essas competências, ela estará fora do mercado; e as essenciais, que permitem a diferenciação de uma organização no mercado.

Idealmente, toda competência deve surgir de uma definição clara da estratégia, porque esta estabelece onde se quer chegar, em um determinado espaço de tempo. Definida a estratégia, é preciso estabelecer os resultados que se quer alcançar. De acordo com os resultados visados, é preciso definir o desempenho necessário para alcançá-los, e quais competências são necessárias para se alcançar este grau. Os investimentos realizados com os recursos humanos para esta finalidade sempre se desdobrarão em melhorias ligadas à execução dos processos da organização. Normalmente os conhecimentos necessários em uma organização devem ser mapeados com base na modelagem dos processos da mesma, possibilitando a geração de um mapa, ou inventário de conhecimentos, que representam uma parte relevante da competência requerida, o conhecimento operacional.

Aplicação:

Em situações nas quais se identifica que há um distanciamento entre o nível de competências requeridas pelos processos e as competências das pessoas que o executam. Esta identificação ocorre em projetos de melhoria de processos – fase diagnóstico, ou em tempo da melhoria contínua dos processos, quando ocorre a análise crítica permanente do Gestor sobre o seu processo.
Cordialmente,

Pedro Osorio Souza Mello   ./

Fique à vontade para me contatar:    pepontomello@gmail.com                                               Abril – 2015

EAD Curso Gestão de Processos BPM

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